“Identificar tendências permite vislumbrar caminhos para o posicionamento estratégico de empresas e organizações, independente da área de atuação.”

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Sucesso das agências depende da antecipação de tendências


Antecipar o que acontece no mercado, entender e adaptar as necessidades dos clientes, agregar expertises de áreas diferentes da comunicação e abrir portas para o conhecimento global por meio de parcerias com agências internacionais foram as lições que o belga Jean-Léopold Schuybroek, vice-chairman da International Communications Consultancy Organization (ICCO), forneceu aos participantes do 1º Fórum Abracom de Gestão e Comunicação Empresarial. Para ele, as agências podem liderar o processo da comunicação porque estão acostumadas a trabalhar com objetivos de negócios e com cenários não controlados de mídia, tendo maior conhecimento para atuar com estratégias de comunicação digital.

José Luiz Schiavoni, presidente da Abracom e da S2, como debatedor do painel Panorama e Tendências na Comunicação, concordou com Schuybroek afirmando que as agências de comunicação empresarial devem se sofisticar atuando como consultorias mas, por enquanto, ainda precisam oferecer a estratégia para vender o trabalho tático. No encontro mediado por Ciro Dias dos Reis, segundo vice-presidente da Abracom e presidente da Imagem Corporativa, Schuybroek destacou que o negócio da comunicação passa por profundas transformações em função das demandas dos clientes, da profissionalização do setor, do impacto da globalização no negócio, das novas mídias e da pressão dos consumidores e das agências regulatórias por transparência.

Apesar do franco desenvolvimento, para Schuybroek há desafios a ser suplantados pelas agências, como o de liderar o processo da comunicação integrada e global focada no impacto que seus trabalhos provocam nos stakeholders e não apenas nos resultados financeiros. Ele também aponta para a batalha pela atração e retenção de talentos criativos, para a contínua necessidade de construir credibilidade para as agências e para a vantagem que elas possuem em relação aos novos canais digitais para fazer a diferença nas organizações.


Fonte: ABRACOM (Associação Brasileira das Agências de Comunicação)

Acesse texto com publicação original em: http://www.abracom.org.br/descricao.asp?id=2890

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Tendências de Mercado: Um breve histórico.

O termo tendência deriva do latim tendentia, significando “tender para”, “inclinar-se para” ou ser “atraído por”. Segundo Dario Caldas, diretor da empresa Observatório de Sinais (e outro autor brasileiro muito bacana!), relata que tendência no sentido em que conhecemos ao que se refere a antecipação de tendências (aquilo que leva a agir de uma determinada maneira) foi de uso raro até o séc. XIX, retomada pela linguagem científica, atribuída aos estudos da psicologia.
O significado mais explorado para o termo tendência foi “construção de uma visão de futuro”, já que é imperativo que o homem especule o que está por vir, pois a previsão é uma forma de controlar a vida e confrontar a experiência de morte que trazemos em nosso inconsciente.

A previsão de tendências surgiu após a Segunda Guerra Mundial, visando a otimização da produção industrial, onde foi intensificado o desenvolvimento da tecnologia da confecção, por volta de 1930. Em 1950 foi criado o Comitê de Coordenação das Indústrias da Moda, na França, com o objetivo de fornecer à indústria têxtil indicações precisas e coerentes sobre as tendências.

O conceito do estudo de tendências para o âmbito empresarial em geral (não apenas para a indústria da moda) foi difundido a partir dos anos 90, período fundamentado pelas importantes transformações no mercado mundial, tendo como marco o Relatório Popcorn, de Faith Popcorn, considerada uma das maiores futurólogas dos EUA.

No Brasil o estudo de tendências na esfera de mercado que atenda às indústrias de modo geral ainda é tímido, e com grande direcionamento para a moda, embora esteja em expansão.


Para quem deseja saber um pouco mais sobre o assunto, o escritor, ou sobre o próprio observatório, acessem o link: http://www.observatoriodesinais.com.br